Recentemente, os Portos do Sul do Brasil registraram crescimento na movimentação de cargas e importantes avanços de infraestrutura. Sobretudo, os resultados indicam maior demanda por capacidade, eficiência e segurança.
Rio Grande cresce 3,3% e supera 24 milhões de toneladas
Primeiramente, o Porto do Rio Grande movimentou 24,1 milhões de toneladas entre janeiro e julho, alta de 3,3% sobre 2025. A soja em grão avançou de 2,27 para 2,8 milhões de toneladas. Já o arroz passou de 1,1 para 1,5 milhão. Além disso, os contêineres cresceram 1,9%.
O desempenho reforça a relevância do complexo gaúcho para os fluxos marítimos nacionais e internacionais.
Navegantes amplia cais enquanto movimentação cresce
Enquanto isso, a Portonave liberou mais 250 metros de cais renovado, totalizando 700 metros operacionais. Assim, o terminal voltou a receber dois navios simultaneamente.
Mesmo durante as obras, foram movimentados 750.571 TEUs até julho, crescimento de 21,3% sobre 2025. A infraestrutura está sendo preparada para porta-contêineres de até 400 metros, condicionada às adequações dos acessos.
Paranaguá antecipa marca de 1 milhão de TEUs
Em Paranaguá, a TCP alcançou 1 milhão de TEUs em 3 de agosto, dez dias antes do mesmo marco em 2025. Julho também estabeleceu o recorde mensal de 2026, com 147,9 mil TEUs movimentados.
Além do volume total, chama atenção a diversificação das cargas. Os contêineres refrigerados chegaram a 88,4 mil unidades, alta de 10%. Papel e celulose cresceram 9%, enquanto veículos, peças e componentes avançaram 8%.
Anteriormente, em 2025, o terminal havia movimentado 1,663 milhão de TEUs. Esse volume foi 51% superior ao registrado em 2021.
Dragagem da Babitonga amplia capacidade de navegação
Finalmente, a dragagem da Baía da Babitonga representa um salto de capacidade para São Francisco do Sul e Itapoá.
O projeto, de R$333 milhões, aprofunda o canal externo de 14 para 16 metros. Dessa forma, permitirá operações com navios de até 366 metros e capacidade de 16 mil TEUs.
Além disso, parte dos sedimentos retirados é reaproveitada no alargamento de 8,8 quilômetros da orla de Itapoá, unindo engenharia portuária e recuperação costeira.
Resumindo, mais cargas, navios maiores e novos investimentos elevam também a complexidade das operações marítimas. Nesse cenário, inspeções independentes, medições precisas e evidências técnicas são fundamentais para reduzir riscos e apoiar decisões.
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